Blood in the Concrete (tradução)

Original


R.I.S.E Official

Compositor: Diego Monteiro do Nascimento

Noites escuras, luzes quebradas, sombras na parede
A cada passo que dou, sinto o chamado da cidade
Sangue no asfalto, gritos no ar
Isso é mais do que sobrevivência, é uma cicatriz permanente que carrego

Cada quarteirão pintado de vermelho, balas voando como chuva
Sirenes gritando diariamente, é um ciclo de dor
Traficantes à minha porta, o medo bate todas as noites
Os fracos não sobrevivem, apenas os demônios fogem
Perdi meus irmãos para o sistema, correntes ou a sepultura
Sem piedade nas ruas, ninguém para salvar
Fico me perguntando como permanecer vivo
Quando a lei faz vista grossa e os assassinos ainda prosperam

Essas cicatrizes na minha alma nunca desaparecerão
A cidade sangra vermelho, na bagunça que criou
Sem paz, sem descanso, só vejo uma guerra
Diga-me, senhor, como posso ainda ser livre?

Crianças sem futuro, criadas com armas
A inocência se foi antes mesmo de a vida começar
A corrupção alimenta o poder, a justiça anda cega
A esperança é um sonho que não conseguimos encontrar
Cada esquina é assombrada por um fantasma que eu conhecia
Memórias de amigos que não posso apagar
Rezo pelo dia em que finalmente poderei respirar
Mas as cicatrizes da cidade nunca desaparecerão

Essas cicatrizes na minha alma nunca desaparecerão
A cidade sangra vermelho, na bagunça que criou
Sem paz, sem descanso, só vejo uma guerra
Diga-me, senhor, como posso ainda ser livre?

Selva de concreto, cheia de medo
Sussurros de morte em todos os ouvidos
A anarquia reina, o silêncio grita
Sem saída, apenas sonhos desfeitos

A impunidade impera, não há justiça
O respeito nas ruas é distorcido, deturpado
Estou preso em um ciclo, não consigo encontrar meu caminho
Todas as noites me pergunto se verei o dia seguinte
A dor é profunda, mais profunda do que uma faca
Esta cidade roubou a luz da minha vida
Ainda assim, continuo de pé, quebrado, mas vivo
Carregando a marca que nunca desaparecerá

Essas cicatrizes na minha alma nunca desaparecerão
A cidade sangra vermelho, na bagunça que criou
Sem paz, sem descanso, só vejo uma guerra
Diga-me, senhor, como posso ainda ser livre?

As luzes da rua se apagam, silêncio na noite
Mas dentro do meu peito, ainda arde a luta
Eu ando com a dor, mas nunca esquecerei
A marca da cidade é uma ameaça permanente

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