Compositor: Diego Monteiro do Nascimento
Paredes se fechando, correntes rangendo
Olhos na escuridão, sem confiança à vista
Cada sombra sussurra, cada passo é um teste
Nesta jaula de traição, não há tempo para descansar
Confinamento máximo, não posso confiar nem na minha própria respiração
Cobras no pátio tramando uma morte silenciosa
Cada aperto de mão frio, cada sorriso uma mentira
Vi irmãos traindo uns aos outros só para permanecerem vivos
Corpos sangrando no chão da cela
A lealdade está extinta, não consigo mais acreditar
Mas mantenho meu círculo fechado, sólido até os ossos
Porque nesta selva de aço, não estou sozinho
Traição no ar, a confiança está morta
Sombras se arrastam enquanto o concreto sangra
A lealdade vale mais do que ouro ou fama
Mas nesta vida na prisão, é um jogo mortal
Cada passo calculado, não posso escorregar, não posso piscar
A paranoia é o meu ritmo, a sobrevivência é como eu penso
Olhos nas minhas costas, não posso olhar para o lado
Um erro aqui e você não sobreviverá
Eles conspiram em silêncio, mas sinto a dor
Correntes na minha alma, ouço serpentes cantando
Mas meus irmãos permanecem fortes, nunca venderam suas almas
Mesmo no frio, eles me mantiveram inteiro
Traição no ar, a confiança está morta
Sombras se arrastam enquanto o concreto sangra
A lealdade vale mais do que ouro ou fama
Mas nesta vida na prisão, é um jogo mortal
Paredes de concreto, segredos não revelados
A lealdade é rara, vale mais do que ouro
Todo homem sangra, todo homem se quebra
Mas confiar nas mãos erradas é o pior erro
O tempo passou devagar, as noites eram mais frias que pedra
Sonhei com liberdade, mas fiquei sozinho
Agora os portões se abrem, sinto o gosto da luz
Sobrevivi à traição, sobrevivi à luta
Correntes fora dos meus pulsos, cicatrizes na minha alma
Paguei minha dívida, agora estou de volta no controle
O mundo lá fora não sabe pelo que passei
Mas minha história está gravada no aço e na verdade
Traição no ar, a confiança está morta
Sombras rastejam enquanto o concreto sangra
A lealdade vale mais do que ouro ou fama
Mas nesta vida de prisão, é um jogo mortal
Da cela para as ruas, carrego as cicatrizes
A lealdade brilha mais forte do que as grades mais frias
Atravessei o fogo, paguei minha dívida
Agora estou livre, mas as sombras ainda me seguem