Shadow of the Game (tradução)

Original


R.I.S.E Official

Compositor: Diego Monteiro do Nascimento

Cresci onde as balas ensinavam o ritmo das ruas
Mãos pequenas aprendiam a correria, corações pequenos aprendiam a sangrar
De esquemas no parquinho a reinados da meia-noite, conquistei minha coroa na areia
Agora a cidade se move como xadrez — cada peça sob minha mão

Nascido produto das esquinas, ensinado a sobreviver pela noite
Criança de olhos frios, aprendi a me virar, aprendi a lutar
Habilidades para o comércio sombrio, joguei o jogo cedo demais
Vi irmãos desaparecerem, ouvi mães chorarem sem serem ouvidas
Sangue no concreto, nomes apagados pelo amanhecer
Traições empilhadas como tijolos, lealdade há muito perdida
Mas mantive a cabeça baixa, visão aguçada, fiz um plano
Da fome nascida na periferia ao punho que uniu a terra

Da sarjeta ao trono, eu me ergui, eu escalei
Construí um império da dor, transformei a escuridão em meu tempo
Sou um rei sem coroa, mas o mundo obedece à minha mão
De cada rua aos salões de mármore, sou eu quem comanda esta terra

Jovem chefe de colete à prova de balas, conquistei meu território com força de vontade
Movi-me silenciosamente pelos becos, acalmando o vale devastado
Negócios sussurrados na fumaça, confiança vendida por centavos
Cada aperto de mão era uma aposta, cada juramento um crime
Gravamos nossos nomes no cimento, dominamos as noites como tempestades
Transformamos a fome em moeda corrente, mantivemos os lobos sob controle
Paguei o preço com cicatrizes, aprendi o custo da perseverança
Dei exemplos aos meus inimigos, transformei seus futuros em passado

Da sarjeta ao trono, ascendi, escalei
Construí um império a partir da dor, transformei a escuridão em meu tempo
Sou um rei sem coroa, mas o mundo obedece à minha mão
De cada rua aos salões de mármore, sou eu quem comanda esta terra

O poder tem gosto de ferro, mas queima como gasolina
Luxo nas sombras, consciência dividida
Comprei proteção, comprei lealdade, comprei silêncio na noite
Mas tarde da noite, as janelas mostram o preço de deter o poder

Agora me movo sob a luz das salas de reunião, os ternos se curvam ao meu comando
Políticos na minha folha de pagamento, empresários ao meu lado
Assino os contratos nas sombras, linhas douradas onde antes havia misericórdia
As ruas que me criaram vibram, as torres aplaudem
De garoto de rua a magnata, mantenho nações por um fio
Papel, poder, sorrisos de plástico — este império que alimentei
Mas todo trono é solitário, todo espelho mostra o custo
Uso a coroa das consequências por tudo que perdi

Da sarjeta ao trono, eu me ergui, eu escalei
Construí um império a partir da dor, transformei a escuridão em meu tempo
Sou um rei sem coroa, mas o mundo obedece à minha mão
De cada rua aos salões de mármore, sou eu quem comanda esta terra

As luzes se apagam no bulevar, a cidade murmura meu nome
Toldei meu destino nas sombras — conquistei a glória e a culpa
Do gueto ao topo, permaneço onde poucos resistem
Império de um gangster — construído por minhas próprias mãos

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