Compositor: Diego Monteiro do Nascimento
Passos na escuridão, mas não vejo nenhum rosto
Paranoia no peito, não consigo escapar deste lugar
Cada sombra parece a morte em fuga
Inimigos me cercam, mas ainda não acabou
Olhos nas minhas costas, não posso confiar no ar que respiro
Sussurros na noite como se estivessem tramando por baixo
Estou preso no ciclo, aço escondido na minha calça jeans
Sangue no asfalto pinta essas cenas do gueto
Cada sorriso é falso, cada aperto de mão é frio
Até meu reflexo parece querer controle
Ando com a gangue, esse é meu único escudo
Irmãos na correria, nunca recuamos, nunca nos rendemos
Ouço os passos, mas as ruas não mentem
Inimigos ao meu redor, esperando que eu morra
Paranoia na alma, mas jamais me renderei
Sobrevivendo no fogo, coração mais frio que ouro
Minha sombra corta fundo, como uma lâmina na noite
Minha mente é minha própria inimiga, estou perdendo a luta
A cada tropeço, aplaudem ao meu lado
Rezando pela minha queda, mas ainda sobrevivo
Escolhi este caminho, a destruição era o meu pacto
Assinado com sangue, a dor a única coisa real
Mamãe, me perdoe, eu sei que te decepcionei
Mas nesta selva, a fraqueza te afoga
Ouço os passos, mas as ruas não mentem
Inimigos ao meu redor, esperando que eu morra
Paranoia na alma, mas jamais me renderei
Sobrevivendo no fogo, coração mais frio que ouro
Demônios na minha cabeça, anjos se afastaram
Toda noite é uma guerra, luto para ver o dia
Se o amanhã nunca chegar, pelo menos eu fiz a minha parte
O gueto criou um soldado com um coração de pedra
Olhos bem abertos, não posso me dar ao luxo de piscar
Cada segundo é um perigo, mais profundo do que eles imaginam
Irmãos ao meu lado, vamos até o fim
Sem confiança no inimigo, sem confiança em um amigo
Balas ao vento sussurram o refrão da morte
Sobreviver é o prêmio nesta vida de dor
Carrego o fardo, não posso apagar minhas cicatrizes
Mas morrerei nestas ruas, buscando as estrelas
Ouço os passos, mas as ruas não mentem
Inimigos ao meu redor, esperando que eu morra
Paranoia na alma, mas jamais me renderei
Sobrevivendo no fogo, coração mais frio que ouro